Confusão, gritos e empurra-empurra marcam entrega de novas barracas a ambulantes no centro de Aracaju

Redação FixNews

A manhã desta segunda-feira (27) foi marcada por desorganização e tensão no centro de Aracaju. O que deveria ser um momento de celebração — a entrega de 161 novas barracas para os ambulantes — acabou se transformando em um cenário de confusão generalizada nas proximidades da Avenida Coelho e Campos, ao lado do antigo restaurante Padre Pedro.

A entrega contou com a presença do presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Hugo Esoj, e do diretor de espaços públicos da autarquia, Bertulino Menezes, que participaram da entrega do novo espaço aos trabalhadores. No entanto, a tentativa de organizar a ocupação foi rapidamente ofuscada por um tumulto entre os ambulantes.

Testemunhas relatam que a confusão começou após uma discussão entre dois trabalhadores, que acabou evoluindo para agressões físicas. Em meio ao empurra-empurra, a Guarda Municipal de Aracaju foi acionada para conter a situação, mas a chegada dos agentes aumentou ainda mais a tensão no local.

Ambulantes afirmam que a abordagem da Guarda foi truculenta e provocou revolta entre os presentes, que começaram a protestar contra a forma como o processo estava sendo conduzido. “A gente só queria entender como seria a distribuição das barracas, mas ninguém explicava nada. Foi tudo na base da confusão”, reclamou um dos ambulantes.

Além da insatisfação com a atuação dos guardas, muitos comerciantes também criticaram a falta de organização e de critérios claros na entrega das barracas. Segundo eles, não houve transparência na definição de quem teria direito às novas estruturas, o que gerou ainda mais atritos entre os trabalhadores.

Apesar do clima de desordem, a Prefeitura de Aracaju e a Emsurb destacaram que o novo espaço representa uma melhoria nas condições de trabalho, com barracas cobertas e sistema de drenagem para evitar alagamentos. No entanto, o episódio desta segunda-feira mostrou que o diálogo entre as autoridades e os ambulantes ainda enfrenta sérios ruídos — e que a reorganização do comércio informal no centro da capital sergipana está longe de acontecer sem conflitos.

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