O início dos festejos juninos no Arraiá do Povo, na Orla de Aracaju, trouxe de volta uma antiga e incômoda queixa dos sergipanos e turistas: a ação abusiva de flanelinhas nos arredores do evento. O problema, que havia sido controlado no ano passado após uma forte ofensiva de segurança, voltou a ganhar força.
Diante do cenário, o pré-candidato ao Senado André David se pronunciou, relembrando a operação que limpou a área e lamentando o recuo forçado das equipes por falta de segurança jurídica.
David relembrou que, no ano passado, a Guarda Municipal montou uma operação firme para combater uma prática que passava longe de ser um “bico” ou um trabalho informal. A ação resultou em prisões e devolveu a tranquilidade a quem queria estacionar para curtir o São João.
“Flanelinha não faz a cobrança de vida para a gente. Não era ajuda para estacionar, nem trabalho informal. Era cobrança antecipada, intimidação e até ameaça para quem não queria pagar”*, criticou.
*O sucesso da operação e o recuo forçado*
Na época da intervenção, o resultado foi imediato e sentido por quem frequentava a Orla. “Cheguei com o carro, coloquei aqui, ninguém me cobrou nada”, afirmou homem que aparece em vídeo publicado nas redes sociais de André David.
No entanto, o avanço no combate à extorsão sofreu um revés. Guardas municipais que atuaram nas prisões e na proteção do perímetro foram denunciados por órgãos de fiscalização, o que gerou um clima de insegurança jurídica dentro da corporação e interrompeu o policiamento focado nesse problema.
Com a suspensão das abordagens mais efetivas, o reflexo nas ruas foi imediato com a chegada do período junino deste ano. “Infelizmente, alguns guardas municipais que participaram dessas operações foram denunciados e o trabalho teve que parar. As festas continuaram crescendo, o movimento aumentou e as reclamações também voltaram”, pontuou o pré-candidato ao Senado.
Defesa do cidadão e a necessidade de segurança jurídica
Para André David, o retorno das cobranças abusivas fere o direito mais básico de quem quer apenas se divertir com a família, e o poder público não pode recuar diante da coerção nas ruas.
“Eu sempre defendi que o cidadão de bem tem o direito de ir e vir sem ser intimidado, constrangido para usar o espaço público. Meu compromisso é trabalhar por leis mais claras que deem segurança jurídica para a atuação das forças de segurança. E que garanta proteção para quem quer apenas aproveitar uma festa, um evento ou um momento de lazer com a sua família”.
Ele concluiu reforçando que a resolução desse problema na Orla e em outras áreas críticas de Aracaju não aceita passividade. “Eu aprendi na prática que enfrentar problemas exige coragem, decisão e compromisso com a população”.
Por: Ascom/André David
Foto: Arquivo


