O primeiro jogo da decisão entre Confiança e Sergipe terminou empatado em 1 a 1. O clássico foi muito mais marcado pelas faltas e interrupções do que por um futebol tecnicamente e taticamente bem jogado.
O Sergipe começou a partida tentando propor o jogo. A equipe apostou bastante nas jogadas pelo lado direito e teve maior presença ofensiva na primeira etapa. No entanto, o volume de jogo não se transformou em perigo real. Mesmo finalizando mais, o time não conseguiu acertar o gol no primeiro tempo.
A partida ficou bastante truncada, com muitas faltas, divididas fortes e reclamações constantes com a arbitragem, o que acabou quebrando o ritmo do jogo durante boa parte da etapa inicial.
Não por acaso, o primeiro tempo terminou sem nenhuma finalização no alvo.
Na volta do intervalo, veio o que faltou na etapa inicial: gol. Valdir Júnior abriu o placar para o Confiança após boa tabela com Kelvyn. A reação do Sergipe foi rápida. Juliano Fabro encontrou Zé Artur livre, e o atacante finalizou com tranquilidade para deixar tudo igual.
Por alguns minutos, o clássico até deu sinais de que ganharia mais qualidade, mas o jogo voltou a ficar travado pelas sucessivas faltas.
Na reta final, um dos poucos jogadores que conseguiu mudar o ritmo da partida foi Iago. O atacante entrou bem, levou perigo em uma cabeçada após cruzamento de Danielzinho e ainda finalizou perto do gol em outra oportunidade, dando mais dinâmica ao lado esquerdo proletário.
Também houve reclamação de pênalti sobre Andrey Dias, o que aumentou ainda mais o clima de tensão nos minutos finais. A arbitragem mandou seguir e o placar permaneceu empatado.
O resultado mantém a final completamente aberta. O primeiro confronto mostrou duas equipes muito preocupadas em não errar. Para o jogo decisivo, o desafio será transformar intensidade em futebol, porque no primeiro capítulo da decisão a disputa apareceu muito mais do que a bola.


