A capital sergipana amanheceu neste feriado tomada por sacos de lixo, mau cheiro e acúmulo de resíduos em diversos bairros. O cenário é consequência do impasse envolvendo o contrato de coleta pública, administrado pela Prefeitura de Aracaju por meio da Emsurb.
Desde o dia 6 de dezembro, o contrato com a Ramac Empreendimentos, empresa responsável pela coleta de lixo, chegou ao fim. Até o momento, porém, não houve renovação, contratação emergencial ou abertura de nova licitação, o que acabou interrompendo a continuidade do serviço.
O contrato, de valor elevado — mais de R$ 70 milhões em seis meses —, exigia planejamento prévio para evitar interrupções no atendimento. A necessidade de iniciar com antecedência os trâmites burocráticos, ou ao menos garantir um plano de contingência, já era considerada previsível diante da magnitude do serviço.
Enquanto a Emsurb não se posiciona oficialmente sobre a solução definitiva, a população enfrenta ruas repletas de resíduos, aumento do risco sanitário e insegurança quanto à gestão dos contratos municipais.
Neste feriado dedicado à Nossa Senhora da Conceição, o cenário é de preocupação. Caso nenhuma medida seja tomada rapidamente, Aracaju pode enfrentar o agravamento de uma crise que poderia ter sido evitada com planejamento adequado.



