Moradores da Fazenda Merém cobram regularização de terrenos, água e energia em Socorro

Comunidade bloqueou trecho da Rodovia das Indústrias e afirma esperar há mais de 700 dias pela regularização da área e pelo acesso a serviços essenciais.
Redação FixNews

Na manhã desta quinta-feira (6), moradores da ocupação da Fazenda Merém voltaram às ruas para cobrar providências do poder público. O grupo realizou um protesto na Rodovia das Indústrias, em Nossa Senhora do Socorro, bloqueando um trecho da via que liga a comunidade à BR-101. A principal reivindicação é a regularização dos terrenos e o acesso a serviços básicos como água, energia elétrica, saneamento e infraestrutura.

Segundo os manifestantes, a comunidade aguarda há mais de 700 dias pelo cumprimento de um acordo que, segundo eles, garantiria a posse dos imóveis e permitiria a instalação dos serviços essenciais.

“Queremos respeito. Precisamos da posse dos nossos terrenos para regularizar a água e a energia. Estamos aqui de forma pacífica, apenas cobrando um direito da nossa comunidade”, afirmou o morador Genilson Kennedy.

O presidente do assentamento, Zé Luiz da Xerox, também relatou as dificuldades enfrentadas diariamente pelas famílias. Sem documentação dos terrenos, os moradores dizem não conseguir solicitar ligações oficiais de água e energia elétrica, além de conviver com problemas causados pela falta de infraestrutura, especialmente durante o período de chuvas.

Em nota, a Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro informou que acompanha a situação e mantém diálogo com os moradores. A administração explicou que a área ainda pertence legalmente à iniciativa privada, o que impede a execução de parte das melhorias reivindicadas.

Ainda de acordo com a prefeitura, a atual gestão recebeu o processo sem a conclusão da transferência da propriedade ao município. Apesar da previsão de doação da área na administração anterior, a regularização documental não foi finalizada, o que, segundo o Executivo, impede o avanço de diversas ações na localidade.

Enquanto aguardam uma solução definitiva, os moradores afirmam que continuarão mobilizados até que a regularização da área saia do papel e os serviços básicos sejam finalmente garantidos às centenas de famílias que vivem na ocupação.

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